Total de visualizações de página

Frases para refletir

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

24 de Novembro dia de Ação de Graças

A virtude da gratidão está em toda a Bíblia. É próprio das almas nobres agradecer sempre e por todas as coisas.

   Expressar gratidão não é um costume muito difundido entre nós. Quando temos saúde, quando conseguimos superar as dificuldades e os problemas, em geral, apenas não reclamamos.
     Reconhecer as coisas boas que nos acontecem pode ser um estímulo para vivermos cada vez melhor. Quem tem fé agradece a Deus e aos irmãos. E todos, independente da fé, podemos fazer do Dia de Ação de Graças, no dia 24 de novembro, um dia de saborearmos nossas conquistas.

De:Michelle

http://www.youtube.com/watch?v=LTVQdZvQ_lY

angelina Iara

Capoeira - História de Zumbi à atualidade

o século XVII, quando se verificaram as invasões holandesas, aproveitando-se da confusão que se estabelecera, milhares de escravos começaram a fugir de seus senhores, agrupando-se nas faldas do Oiteiro do Barriga, no atual Estado de Alagoas. Em pouco tempo, o número de fugitivos (em sua maioria negros angolas), atingia 20.000. Construíram então, uma república conhecida pelo nome de Quilombo de Palmares (denominavam-se "quilombos" as barracas ou antros construídos às pressas, quase sempre com folhas de palmeiras, enquanto "palmares" eram regiões em que as palmeiras abundavam) e, por ser de todos o mais forte, valente, ágil, e com certa cultura, Zumbi foi escolhido como o chefe desta república. (A palavra Zumbi significa "Deus negro de alma branca")

A história daquele que seria o Zumbi começa quando Brás da Rocha ataca Palmares, no ano de 1655, levando um recém-nascido, entre os adultos capturados. A criança foi entregue ao chefe da coluna atacante, que por sua vez resolveu fazer um presente ao padre Melo, cura de Porto Calvo. O religioso decidiu chamá-lo Francisco.

A grande batalha do chefe guerreiro Zumbi, zelando dia e noite pela segurança do seu povo e lutando para que não fosse extinto o ideal de se formarem comunidades onde conviviam negros, índios e brancos, começou ao completar quinze anos, em 1670. Nesse ano Francisco fugiu do padre Melo, em busca da liberdade.

Ao retornar a Palmares, Francisco, com seus quinze anos, passou a ser Zumbi.

Os negros faziam incursões às fazendas e povoados próximos, onde cometiam depredações, vingando-se não raro das afrontas e maus tratos de seus antigos senhores. Defendendo-se com armas primitivas, empenhando-se em lutas corpo à corpo, os negros do Quilombo do Palmares derrotaram sucessivamente 24 expedições chefiadas pelos capitães-do-mato.

Esses capitães-do-mato recebiam ordens para capturar o maior número possível de escravos, vivos, sem inutiliza-los para o trabalho forçado, havendo portanto, o cuidado de não mutila-los ou não lhes produzir lesões graves. Nesta luta corpo à corpo, o escravo se mostrava superior, graças a sua extraordinária agilidade.

Para não se deixar apanhar vivo, segundo o testemunho dos componentes das escoltas, o negro, refugiando-se nas capoeiras, defendia-se com um estranho jogo de braços, pernas, tronco e cabeça. Não rara era a debandada dos soldados que pretendiam agarra-los.

Em 1687, sendo Souto Maior o governador de Pernambuco, designou o sertanejo paulista Domingos Jorge Velho (mestre de campo de um regimento estacionado no sertão do Piauí) para exterminar o Quilombo dos Palmares. O sertanejo exigiu como prêmio as terras conquistadas e os escravos que aprisionasse. O acordo com os paulistas foi ratificado em 3 de dezembro de 1691.

Domingo Jorge Velho, comandando cerca de 3.000 homens bem armados e equipados (inclusive com 2 canhões), dirigiu-se para o Oiteiro do Barriga, onde iniciou os primeiros combates com os negros escravos. Os soldados tinham recebido ordens de capturar os negros vivos, mas era quase impossível.

Os negros resistiram até 6 de fevereiro de 1694,quando Domingo Jorge Velho logrou êxito. Conseguiu conquistar terras, mas aprisionou um número muito reduzido de escravos. Segundo o historiador Fernandes Pinheiro, Zumbi se atirou do alto de um rochedo. Outros historiadores classificam essa versão como uma lenda, asseverando que o chefe dos Palmares foi atraiçoado, tendo sua cabeça exposta em praça pública, conforme comprova carta do governador de Pernambuco Caetano de Melo e Castro, dirigida ao Rei de Portugal em 1696. Mas a lenda foi mais forte, os negros nela acreditaram e o mito penetrou na história, contando que Zumbi morreu lutando e atirou-se de um penhasco para não ser capturado. Para os negros escravos da época, ele voltaria do fundo do penhasco para liberta-los.

Além disso, Palmares ficou como ponto de referência de uma gente espalhada por todas as partes deste país, simbolizando uma luta secular de libertação. Luta de um povo que se identifica não somente pela pigmentação da pele, mas pela mesma herança cultural. Palmares está viva como ponto de partida para chegarmos a uma sociedade livre.

Desde a época da campanha dos escravistas contra o quilombo de Palmares ficou o registro do termo capoeira, dos guerreiros das capoeiras e sua estranha forma de luta, que tornava homens desarmados capazes de enfrentar e vencer vários adversários.

A coluna que matou Zumbi era chefiada pelo capitão paulista André Furtado de Mendonça.

No Império Homens se celebrizaram, valendo-se de suas autoridades na perseguição à capoeira, como foi o caso de Miguel Nunes Vidigal, nomeado em 1821 para a Guarda Real de Polícia. Capoeira exímio que era tornou-se o terror de seus companheiros, aplicando-lhes uma série de torturas, que tinham por alcunha a ceia dos camarões.

Foi no Rio de Janeiro que o capoeira encontrou seu maior campo de ação entre os políticos que se formaram pró ou contra a proclamação da República. Os grupos de capoeiristas, eram contratados para atuarem em comícios, concentrações e passeatas, que terminavam sempre em pancadaria, com pedras de ambos os lados. Na República Foi sem dúvida o período áureo da capoeira, os dias que assinalaram o fim do Império e os primeiros dias da República.

Mais graves não poderiam ser os acontecimentos. No Recife, qualquer aparição pública de uma banda de música militar ou particular era pretexto para que se juntassem grandes grupos de capoeiristas, que as seguiam sempre procurando desordem e ameaças.

Na Bahia, reuniam-se eles, com ou sem motivos, nas festas religiosas ou públicas, em praças ou mercados, sem outro fim que o de perturbar o ambiente.

Vieram os primeiros dias da República e a repressão a este intolerável estado de coisas. Em 11 de outubro de 1890, o Decreto no.847 do Código Penal Brasileiro, tratou especificamente, de vadios e capoeiras, com rígidas medidas punitivas, sendo visados não só seus praticantes, mas, principalmente os cabeças de grupos ou maltas, cujas penas podiam ir de prisão celular de dois a seis meses ou, mesmo até, ao degredo para a distante ilha de Fernando de Noronha.

Criou-se uma colônia correcional - a Fazenda de Boa Vista, na Paraíba do Sul/RJ - que congregaria vadios, vagabundos e capoeiras.

Mas, como sempre, com as leis vieram também os abusos, incorretas aplicações delas, perseguições injustas e verdadeiros massacres, com ou sem causas devidas.

No tempo do Marechal Deodoro, o Conde de Matozinho tinha um filho chamado José Elísio Reis, capoeirista, emérito fechador de botequins, que foi preso por Sampaio Ferraz, então chefe da polícia.

Preso "Juca Reis", o Conde de Matozinho recorreu ao seu amigo, o Ministro Quintino Bocayuva, para que soltassem seu filho. Quintino foi a Deodoro e este, ao chefe da polícia, cuja reação foi imediata: "Não solto, porque se não fico desmoralizado." Sampaio manteve forte atitude. Diante do dilema, Quintino Bocayuva colocou a questão nos seguintes termos: Ou Juca Reis seria solto, o que implicava a exoneração do Chefe da Polícia, ou ele se retirava do governo.

Apesar disso, a decisão foi mantida e "Juca Reis", com todos seus títulos e prerrogativas, foi mandado para Fernando de Noronha e Quintino Bocayuva permaneceu no ministério.

Em 1907, foi publicado "O Guia da Capoeira ou Ginástica Brasileira", cujo autor colocou apenas O.D.C. à distinta mocidade (Ofereço, Dedico e Consagro). Segundo Agenor Corrêa (Mestre Sinhozinho), tratava-se de um oficial do exército, que julgou prudente não revelar o nome pelos preconceitos existentes contra a capoeiragem. O folheto era dividido em 5 partes, que tratam respectivamente dos seguintes assuntos:

Posições Negaças Pancadas Simples Defesas Relativas Pancadas Afiançadas

Em 1928, Annibal Burlamaqui publica a obra chamada Ginástica Nacional (Capoeiragem) Metodizada e Regrada, que pode ser considerada o melhor trabalho no gênero. Nesta obra, Annibal Burlamaqui demonstra grande preocupação em fazer ressurgir a capoeiragem e se bate para que ela seja considerada um método nacional de ginástica; estabelece regras para o jogo desportivo de capoeiragem e apresenta, devidamente ilustrados, os principais golpes e contragolpes de que se valem esta luta.

No Rio de Janeiro é que a capoeira foi mais praticada do que em qualquer outra parte do território nacional. Capoeirista, foi desde a nobreza com o Barão do Rio Branco, dentre outros, até o negro escravo. Melo Morais, que viveu na época dos grandes capoeiras, se refere a Mamede, Chico Carne-Seca, Bentivi, entre outros, sendo Manduca da Praia o mais famoso.

Sobre esse capoeira, a quem conheceu pessoalmente, diz Melo Morais - "Conhecido por toda população fluminense, considerado como homem de negócio, temido como capoeira célebre, eleitor crônico da freguesia de São José, apenas respondeu a 27 processos por ferimentos leves e graves, saindo absolvido em todos eles pela sua influência pessoal e do seus amigos". Foi o negro capoeirista conhecido por Macaco Velho (Francisco da Silva "Cyríaco"), nascido em Campos/RJ e falecido no Rio de Janeiro a 19 de maio de 1912, que na primeira semana de 1909 no Concerto Avenida (Rio de Janeiro), batendo-se com o campeão japonês de jiu-jitsu, Sado Miako, venceu aplicando-lhe um único e fulminante "rabo de arraia".

Segundo a ata do combate, da Confederação Brasileira de Pugilismo, enquanto o japonês se dirigia aos quatro lados, fazendo a costumeira saudação oriental, Cyríaco foi mastigando a língua para melhor salivar e quando o juiz deu o sinal de combate, o capoeira soltou uma volumosa cusparada, que mais parecia um jato, no rosto do japonês, cegando-o momentaneamente e, de imediato, aplicou-lhe um violentíssimo "rabo de arraia", derrubando-o desacordado no solo. A luta durou pouquíssimos segundos, para o delírio da multidão.

"Cheguei em frente com ele, dei as minha continença e fiz a premera ginga, calculei a artura do negrinho, à meiada da perna, isquei com a mão p'rá espantá tico-tico, o camarada tremeu, eu disse: antão? Como é? Ou tu leva o 41 dobrado ou tu tá ruim comigo, pruque eu imbolá, eu não imbolo. O japonês tremeu, risquei com ele por baixo, dei o passo de limpeza gerá, o negrinho atuduou, mexeu, mas não caiu..."

"A rapaziada aí gritaro: Aí Cyríaco! Entra com o teu jogo intero!...Eu me queimei e já sabe! Tampei premero, distorci a esquerda, virei a pantana, óia o hôme p'rô relógio de repetição, mas o gringo se acomentou com a chamada e se deu por satisfeito." "Meus sinhô, isto que tá aqui é a vredade pura, pura... figi assim, tal e quá, Qui eu disse pro japonês! Entra bruto! Fui ansim, sem tirá, nem pô, qui eu li mandei-le o rabo de arraia no frontispício da philosostria!"

Na Bahia, na década de 1930, Manoel dos Reis Machado, conhecido por Mestre Bimba, famoso capoeirista de sua época, resolve metodizar e aperfeiçoar a capoeira d'angola, criando a "Luta Regional Baiana", que abrangia 52 golpes, dos quais 22 eram mortais. No Rio de Janeiro sinhozinho ensina capoeira sem a parte musical.

Em 1932 é fundado o Centro de Cultura Física e Capoeira Regional (de Mestre Bimba), a primeira academia de capoeira a obter registro oficial, através do certificado expedido pelo Secretário de Saúde e Assistência Pública, assinado a 9 de julho de 1937, pelo Inspetor Técnico Dr. Clemente Guimarães. Outros grupos seguiram o exemplo, como o de Gengibirra, sob a direção de Livino Diogo e Daniel Coutinho. 



ALINE E ANDREIA

http://www.youtube.com/watch?v=GMQnVbefyfg

angelina, Iara

sábado, 5 de novembro de 2011

Auto estima do professor

Auto estima do professor


Não há dúvidas de que o professor, desde a educação infantil até a universitária, constitui um dos pilares na formação e no desenvolvimento de pessoas aptas a entender o mundo e dele participar como sujeitos competentes.


A influência do professor ultrapassa os limites da formação acadêmica, está presente na relação professor-aluno, no modo como trata os alunos, na maneira de projetar neles uma visão positiva de seu potencial, na profunda confiança na capacidade daqueles seres à sua frente, no modo como age para não ridicularizá-los, no modo como age para não humilhá-los, no modo como, enfim, age para levar em conta sua dignidade como ser humano.

Temos a convicção de que o bom professor deixa marcas profundas e positivas em seus alunos, sendo um modelo de profissional e de pessoa a ser venerado e, se possível, imitado.

E o bom professor possui auto-estima elevada, pois acredita na própria capacidade, valor e importância como educador e está consciente de que pode fazer a diferença. Acredita que o seu que fazer educacional pode revolucionar outras mentes.

O professor com auto-estima elevada é positivo e age de maneira otimista; aceita os outros como são, porque se aceita como é, e reconhece nos outros e nele mesmo os instrumentos para a evolução (aceitar não significa necessariamente apreciar, mas a determinação de evoluir); tem e põe em prática virtudes como a honestidade, sinceridade, tolerância e, acima de tudo, integridade.

O professor com auto-estima elevada é corajoso, decidido, flexível, criativo, capaz de desfrutar as pequenas coisas da vida, é receptivo a novos conhecimentos, vê as pessoas como amigas e não como uma ameaça. E tem senso de humor.

O professor com auto-estima elevada confia nas próprias idéias e sabe ser merecedor da felicidade.

Reconhece o fato de que o seu destino é ser feliz, por isso não desanima perante as dificuldades da vida e persiste diante delas.

O professor com auto-estima elevada projeta nos alunos segurança, carinho, interesse e compreensão, motivando um ambiente acolhedor, e não um local de confrontos, castigos e punições.

É triste ver, em cursos de capacitação para professores, mestres desiludidos consigo mesmos e com a educação.
À procura de fórmulas ou receitas mágicas que possam mudar a prática pedagógica, não vêem que o que precisa ser reavaliado é o próprio educador, que entra em classe partindo de seu autoconceito, auto-estima, autoconhecimento, auto-realização e, portanto, do modo como se vê e se sente como pessoa e como profissional.

O que os alunos vêem? Vêem a imagem que o professor projeta: desmotivado, abatido, não acreditando nele mesmo, um fracasso total.

Como inspirar pessoas com base nesse modelo?

Por isso, acreditamos que a auto-estima precisa figurar como um componente essencial nos cursos de capacitação para professores e nos cursos de formação de professores.

Nenhuma metodologia, por brilhante que seja, fará sentido, se o professor não proceder a uma mudança interior, reavivando sua crença em sua potencialidade. E é sua obrigação transmitir isso a seus alunos.

Porque um professor com auto-estima elevada é capaz de abrir a mente dos alunos e ao mesmo tempo de tocar seu coração.



Aline Edna e Andreia

A MAGIA DO ALFABETO

A MAGIA DO ALFABETO



ERA UMA VEZ EM UM REINO MUITO DISTANTE DUAS IRMÃS A FADA ROSA E A FADA AZUL. AS DUAS AO SE TORNAREM FADAS GANHARAM UMA MISSÃO MUITO IMPORTANTE, ELAS DEVERIAM CUIDADAR DE ALGUNS AMIGUINHOS QUE NO FUTURO SERIAM MUITO IMPORTANTES NA VIDA DE CRIANÇAS NO MUNDO INTEIRO. AS DUAS FORAM MORAR EM LINDOS CASTELOS, A FADA ROSA FOI MORAR COM AS LETRINHAS QUE UM DIA SE TORNARIAM O ALFABETO E AJUDARIAM MUITAS CRIANÇAS A APRENDER A ESCREVER SEU NOME E A LER AS MAIS LINDAS HISTORIAS DO MUNDO. JÁ A FADA AZUL FOI MORAR COM OS NUMEROS QUE UM DIA IRIAM AJUDAR AS CRIANÇAS A FAZER CONTINHAS E A SABER, MOSTRANTAR QUANTOS ANINHOS TINHAM.

UM BEO DIA, A FADA AZUL CONVIDOU AS LETRAS PARA UMA FESTA, MAS A FADA ROSA NÃO DEIXOU ELAS IREM PORQUE IRIA CAIR UMA CHUVA MUITO FORTE.

MAS ALGUMAS LETRINHAS RESOLVERAM SAIR ESCONDIDAS E FORAM A FESTA. SÓ FICARAM AS MAIS OBEDIENTES A LETRINHA A, E, I, O E U. QUANDO VOLTARAM PARA O CASTELO COMEÇOU A CAIR UMA TESPESTADE COM RAIOS E TROVÕES. UM RAIO ACERTOU A LETRINHA H E ELA FICOU MUDA, AS OUTRAS LETRINHAS FICARAM COM MEDO E CORRERAM PARA O CASTELO. QUANDO CHEGARAM LEVARAM UMA BRONCA DA FADA ROSA QUE LHES DEU UM CASTIGO AS LETRINHAS FUJONAS TERIAM O NOME DE CONSOANTE E NÃO TERIAM MAIS SOM PROPRIO E SÓ ACOMPANHADO DAS VOGAIS AS LETRINHAS QUE OBEDIENTES QUE FICARAM TERIAM SOM. ASSIM AS LETRINHAS FUJONAS OU MELHOR, AS CONSOANTES NUNCA MAIS DESOBEDECERAM A FADA ROSA E QUANDO CRESCERAM SE TORNARAM BOAS LETRAS QUE ATE HOJE ESTÃO PRESENTES EM NOSSAS VIDAS FAZENDO A ALEGRIA DE MUITAS CRIANÇAS NO MUNDO TODO.

Aline Edna

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Homenagens

Homenagens




É habitual que, à beira do túmulo, amigos e parentes falem a respeito daquele cujo corpo está sendo enterrado.
As palavras ditas podem ser as espontâneas, vindas do coração nas asas do amor e da amizade. Ou podem ser as preparadas em longos discursos, embora não menos expressivas.


É a última homenagem, dizem, como se o Espírito morresse com o corpo e não continuasse a existir, sentir e perceber.


Mas foi exatamente pensando nessas homenagens póstumas, que um velho professor americano de Massachusetts, a quem o médico diagnosticou um curto período de vida, decidiu por uma coisa inédita.


No seu último ano de vida, se locomovendo em cadeira de rodas, ele foi ao enterro de um amigo que havia morrido de infarto.


Voltou deprimido. Ouvira tantos discursos, tantas homenagens e se perguntava se o amigo tivera ouvido tudo aquilo.


Será que o seu Espírito teria se desligado da matéria? Será que estava bastante lúcido para ouvir?


Pensando nisso, teve uma ideia. Deu uns telefonemas, escolheu uma data.


Numa tarde de domingo muito fria reuniu a família: a mulher e os dois filhos. Também alguns amigos mais íntimos.


O objetivo era um funeral ao vivo. Um a um todos homenagearam o esposo, o pai, o professor, o amigo.


Houve lágrimas e risos. Uma prima lhe dedicou um poema onde o chamava de amado primo e o comparava a uma enorme, antiga e generosa árvore.


O professor chorou e riu com eles. Tudo aquilo que estava represado no íntimo daquelas pessoas que o amavam, foi dito naquele dia.


O funeral ao vivo foi um sucesso. Ele levaria alguns meses mais para morrer. Uma morte lenta, dolorosa. Morreu num sábado, pela manhã, depois de dois dias de agonia.


Aproveitou para exalar seu último suspiro exatamente no instante em que as pessoas que velavam por ele foram até a cozinha para engolir um café.


Na primeira vez que ele ficou sozinho, desde que entrara em coma, ele parou de respirar.


Partiu serenamente, cercado por seus livros, seus apontamentos, suas flores. Morreu em sua cama, em sua casa.


O funeral foi simples, num local à beira de um lago, de onde se podia ouvir os patos sacudindo as penas.


Seu filho leu um poema:


Meu pai caminhava por entre eles e nós


Cantando cada nova folha caída de cada árvore


E toda criança sabia que a primavera dançava


Quando ouvia meu pai cantar.


* * *


Enquanto suas pernas estão firmes, corra ao encontro das pessoas que ama.


Enquanto seus braços estão fortes, enlace os seus amores, bem junto ao coração.


Enquanto sua mente está ágil e lúcida, escreva poemas, bilhetes, cartas e expresse todo o seu amor.


Enquanto sua voz soa forte e generosa, não deixe de falar com seus amigos, colegas. Cante, grite, sussurre palavras de afeto, de entusiasmo, de incentivo.


          E nunca, nunca se envergonhe de declarar: Eu amo você.






Redação do Momento Espírita, com base no cap. O programa, do livro A última grande lição, de Mitch Albom, ed. Sextante.


Em 01.11.2011.




Um abraço fraternal,

Prof Semíramis Alencar

Seguidores